O essencial sobre as contas bancárias

23 Outubro, 2017

A taxa de poupança, ou seja, a parte do rendimento disponível que as famílias não usam em consumo ainda permanece em níveis historicamente baixos. De acordo com o INE o valor da taxa de poupança estabilizou em relação aos níveis do primeiro trimestre, ficando-se nos 5,2% do rendimento disponível. No mesmo período de 2016 o valor da taxa correspondia a 5,5%, 5% na mesma altura de 2015, 6,5% em igual período de 2014 e 9,1% em 2013.

De uma forma geral, as famílias portuguesas já recuperaram rendimento disponível em 2017, quer tenha sido através da reversão do corte salarial da função pública, quer do aumento do salário mínimo e até mesma pela redução da sobretaxa. Estarão os consumidores a consumir mais e esquecer os comportamentos mais ponderados adotados durante os anos de crise?

Com mais dinheiro disponível os consumidores podem, por exemplo, começar a fazer mais refeições fora de casa, fazer férias mais vezes ao longo do ano, comprar um carro novo ou até comprar ou trocar de casa. Estes podem ser exemplos de decisões mais imediatas, mas é preciso alguma cautela, pois a estabilidade financeira depende da capacidade para poupar. Senão, vejamos:

Em situações imprevistas de doença se não tivermos um pé-de-meia, como vamos sobreviver? Como podemos fazer face à educação dos nossos filhos a médio e longo prazo? E para a reforma, como nos podemos preparar sabendo que há dúvidas crescentes quanto à viabilidade do atual sistema de pensões em Portugal e que reforma será bastante inferior ao que se ganha hoje em dia?

Gerir e poupar são as palavras de ordem! Mas, poupar pode não ser fácil.

Na semana de 30 de outubro a 10 de novembro, a DECO realiza workshops em todo o país para ajudar os consumidores a tomar decisões financeiras informadas e sustentáveis, em especial na gestão das suas contas bancárias.

Ter uma conta bancária é hoje imprescindível. Seja para receber os rendimentos que aufere (vencimento, reforma, subsídios), fazer pagamentos, seja ainda para aceder a um cartão de débito ou crédito, para efetuar transferências ou emitir cheques, nada se consegue se não se possuir uma conta num banco. Constitui também um indicador de integração social.

Todavia, ter uma conta bancária é caro. A escolha da instituição de crédito onde se abre a conta deve ser precedida da análise das alternativas disponíveis no mercado e das condições e custo de cada uma delas, devido ao impacto que, cada vez mais, têm no orçamento familiar.

O que vamos falar

  • Que cuidados se deve ter na escolha da instituição de crédito e na análise das alternativas disponíveis no mercado;
  • Os diferentes tipos de contas. A conta base e os serviços mínimos bancários. A Base de Dados das Contas;
  • Os custos das contas de depósito à ordem;
  • Os regimes de movimentação das contas de depósito à ordem. Como ler e interpretar o extrato da conta;
  • Encerramento das contas de depósito à ordem;
  • Contas numa vertente de poupança;
  • Case Study: Simular a escolha de uma conta de depósito.

Saber para quê

  • Avaliar os recursos financeiros e realizar uma utilização mais eficiente e otimizada nomeadamente das contas bancárias;
  • Identificar estratégias e atitudes para uma gestão eficaz das contas bancárias e na sua movimentação;
  • Reconhecer as vantagens da contratação e da otimização no que concerne a custo da utilização da conta de depósito à ordem;
  • Compreender a importância da aplicação da poupança.

Para quem

Estes workshops encontram-se disponíveis para todo os consumidores e/ou colaboradores de entidades públicas e outros organismos que pretendam realizar sessões de informativas.

Estas sessões são gratuitas para as entidades com protocolo com a DECO.

Para empresas e outras entidades sem protocolo, as sessões são desenhadas à medida mediante pedido de proposta de formação a solicitar através do e-mail decoforma@deco.pt

Quando & onde acontece

Estes workshops informativos são dinamizados por todo o país no período de 30 de outubro a 10 de novembro.